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“Ria pra mim, ria de mim, ria comigo. Das minhas piadas, do meu jeito, dos meus defeitos. Ria do que quiser, mas sempre me dê um sorriso.”
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“Eu sabia que terminaríamos, eu sabia que era uma viagem sem destino, sabia desde o início e não sabia, não sabia que doeria tanto, que era tanto, que era muito mais do que se pode saber, ninguém pode saber um amor, entender um amor, tanto que terminou sem muito discurso, foi uma noite em que você quase pediu, me deixe. Ora, pra que me enganar: você realmente pediu, sem pronunciar palavra, você vinha pedindo, me deixe, olhe o jeito que te trato, repare em como não te quero mais, me deixe, e eu, de repente, naquela noite que poderia ter sido amena, me vi desistindo de um jantar e de nós dois em menos de dez minutos, a decisão mais rápida da minha vida, e a mais longa, começou a ser amadurecida desde o dia em que falei com você pela primeira vez, desde uma tarde em que ainda nem tínhamos iniciado nada e eu já amadurecia o fim, e assim foi durante os dois anos em que estivemos tão juntos e tão separados, eu em constante estado de paixão e luto, me preparando para o amor e a dor ao mesmo tempo, achando que isso era maturidade.”
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“Acredita em anjo? Pois é, sou o seu. Soube que anda triste, que sente falta de alguém, que não quer amar ninguém. Por isso estou aqui, vim cuidar de você, te proteger, te fazer sorrir, te entender, te ouvir e quando tiver cansada, cantar pra você dormir. Te colocar sobre as minhas asas. Te apresentar as estrelas do meu céu, passar em Saturno e roubar o seu mais lindo anel. Vou secar qualquer lágrima que ousar cair, vou desviar todo mal do seu pensamento, vou estar contigo a todo momento sem que você me veja, vou fazer tudo que você deseja. Mas, de repente você me beija, o coração dispara e a consciência sente dor e eu descubro que além de anjo, eu posso ser seu amor.”
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“Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei. Conta a lenda que tudo que cai nas águas deste rio – as folhas, os insetos, as penas das aves – se transforma nas pedras do seu leito. Ah, quem dera eu pudessa arrancar o coração do meu peito e atirá-lo na correnteza, e então não haveria mais dor, nem saudade, nem lembranças.”